'De novo em casa', o sétimo livro de Pedro Miranda Albuquerque, traz 56 poemas fortes e aguerridos, pontuados por extrema força misteriosa e mística “que aposta no futuro, haja o que houver”, tão típica dos filhos do Lácio. Com prefácio do professor Marcelo Moraes Caetano, à luz da História, da Psicologia e das tradições gregas, romanas, e também lusitanas, o livro, em edição desde 2019, acaba por ser publicado neste ano de 2020, no momento exato em que, sujeitos ao isolamento social imposto por uma inusitada e mundial pandemia, voltamo-nos a nós mesmos, ao cerne, à gênese, ao lar — e é nesse espaço em que nos deparamos com a cruel máquina que sempre nos impôs o ‘sair’, o ‘produzir’, o ‘ter’, na melhor lógica kafkiana e sisífica que se pode constatar. Dentro destes poemas de Pedro Albuquerque, isolados em casa, deixados à solidão do cotidiano sem o imperativo producionista do capital, é possível resgatar, ainda que por breves instantes, aquilo por que sempre almejamos: observar a flor das onze horas abrir exatamente às dez e meia; notar que o bem-te-vi aprecia a quietude de quando a brisa esvai a tarde; ouvir o alvoroço dos pássaros ao fim do dia. É disto que trata o livro. Das pequenas prisões suaves e belas da vida, deste ninho quente de onde por vezes desejamos sair, e ao qual noutras vezes precisamos voltar, do encontro consigo mesmo e com os espaços e tempos em que a vida se desenrola.

De novo em casa - Série Lusofonia, volume 15
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'De novo em casa', o sétimo livro de Pedro Miranda Albuquerque, traz 56 poemas fortes e aguerridos, pontuados por extrema força misteriosa e mística “que aposta no futuro, haja o que houver”, tão típica dos filhos do Lácio. Com prefácio do professor Marcelo Moraes Caetano, à luz da História, da Psicologia e das tradições gregas, romanas, e também lusitanas, o livro, em edição desde 2019, acaba por ser publicado neste ano de 2020, no momento exato em que, sujeitos ao isolamento social imposto por uma inusitada e mundial pandemia, voltamo-nos a nós mesmos, ao cerne, à gênese, ao lar — e é nesse espaço em que nos deparamos com a cruel máquina que sempre nos impôs o ‘sair’, o ‘produzir’, o ‘ter’, na melhor lógica kafkiana e sisífica que se pode constatar. Dentro destes poemas de Pedro Albuquerque, isolados em casa, deixados à solidão do cotidiano sem o imperativo producionista do capital, é possível resgatar, ainda que por breves instantes, aquilo por que sempre almejamos: observar a flor das onze horas abrir exatamente às dez e meia; notar que o bem-te-vi aprecia a quietude de quando a brisa esvai a tarde; ouvir o alvoroço dos pássaros ao fim do dia. É disto que trata o livro. Das pequenas prisões suaves e belas da vida, deste ninho quente de onde por vezes desejamos sair, e ao qual noutras vezes precisamos voltar, do encontro consigo mesmo e com os espaços e tempos em que a vida se desenrola.