Na tradição milenar chinesa, Lao-Tsé já nos advertia: “quanto maior o número de leis, tanto maior o número de ladrões”. Com uma produção legislativa invejável, potencializada por milhares de autoridades produtoras de normas legais e administrativas, o Brasil chega a um paradoxo: são ainda necessárias mais leis para que o país decole? Ou são necessários outros valores e virtudes para que a sociedade se organize de modo a cumprir o que a mesma sociedade se auto prescreve? Esta é a investigação dos autores, sob organização do cientista político Jorge Mizael, em “A fábrica de leis simbólicas: como o Legislativo Federal transforma símbolos em prioridades”. Nesta obra, após a contextualização teórica, os autores abordam os seis eixos da produção simbólica, reunindo: as “cidades-capitais”, as “datas comemorativas”, a “nomeação de obras públicas”, os “heróis e patronos”, as “manifestações culturais” e, por último, os “símbolos, selos e títulos”. Leis que não atingem o âmago dos problemas persistentes do país. É verdade que fazer leis é difícil: geralmente haverá os beneficiados e os prejudicados. E, pior, como já dizia Rousseau, “as leis sempre são úteis aos que têm posses, e nocivas aos que nada têm”. Para contornar os embates e a insatisfação de grupos políticos e mostrar que o exercício da legislatura não foi em vão, nasceram as normas sem conteúdo materialmente relevante: ninguém no país se aborrecerá com a criação do “dia do palhaço”, ou com a atribuição de alguma distinção ao cavalo “mangalarga marchador”. Nesse cipoal de leis que desafia os conceitos de eficácia e eficiência - foram cerca de 7.500 leis ordinárias federais, entre 7 milhões de atos normativos editados entre 1990 e 2026 - precisamos lembrar Edmund Burke, pois “as más leis são a pior espécie de tirania”, e observar esta análise qualitativa sobre o conteúdo das normas, para que os cidadãos possam, de forma desassombrada, exigir dos seus representantes políticos um desempenho de maior utilidade, em respeito profundo à magnitude da sua tarefa e aos verdadeiros detentores do poder.
*
Jorge Mizael é cientista político e doutorando no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE), com pesquisa em comportamento político e mudanças constitucionais. Fundador da Metapolítica, consultoria premiada em 2020 pela Washington Academy of Political Arts and Sciences e indicado em 2021 como Consultor Político Revelação pela mesma instituição. Sócio-proprietário da LAG – Lista de Autoridades Governamentais, detentora do maior banco de contatos governamentais do Brasil, com mais de 50 mil agentes públicos mapeados. Colunista do ICL Notícias, onde analisa governança e a relação entre Executivo e Legislativo.
Pré-venda habilitada até o dia 10/11/2026, lançamento do livro na Travessa Pinheiros (SP).
A fábrica de leis simbólicas
Na tradição milenar chinesa, Lao-Tsé já nos advertia: “quanto maior o número de leis, tanto maior o número de ladrões”. Com uma produção legislativa invejável, potencializada por milhares de autoridades produtoras de normas legais e administrativas, o Brasil chega a um paradoxo: são ainda necessárias mais leis para que o país decole? Ou são necessários outros valores e virtudes para que a sociedade se organize de modo a cumprir o que a mesma sociedade se auto prescreve? Esta é a investigação dos autores, sob organização do cientista político Jorge Mizael, em “A fábrica de leis simbólicas: como o Legislativo Federal transforma símbolos em prioridades”. Nesta obra, após a contextualização teórica, os autores abordam os seis eixos da produção simbólica, reunindo: as “cidades-capitais”, as “datas comemorativas”, a “nomeação de obras públicas”, os “heróis e patronos”, as “manifestações culturais” e, por último, os “símbolos, selos e títulos”. Leis que não atingem o âmago dos problemas persistentes do país. É verdade que fazer leis é difícil: geralmente haverá os beneficiados e os prejudicados. E, pior, como já dizia Rousseau, “as leis sempre são úteis aos que têm posses, e nocivas aos que nada têm”. Para contornar os embates e a insatisfação de grupos políticos e mostrar que o exercício da legislatura não foi em vão, nasceram as normas sem conteúdo materialmente relevante: ninguém no país se aborrecerá com a criação do “dia do palhaço”, ou com a atribuição de alguma distinção ao cavalo “mangalarga marchador”. Nesse cipoal de leis que desafia os conceitos de eficácia e eficiência - foram cerca de 7.500 leis ordinárias federais, entre 7 milhões de atos normativos editados entre 1990 e 2026 - precisamos lembrar Edmund Burke, pois “as más leis são a pior espécie de tirania”, e observar esta análise qualitativa sobre o conteúdo das normas, para que os cidadãos possam, de forma desassombrada, exigir dos seus representantes políticos um desempenho de maior utilidade, em respeito profundo à magnitude da sua tarefa e aos verdadeiros detentores do poder.
*
Jorge Mizael é cientista político e doutorando no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE), com pesquisa em comportamento político e mudanças constitucionais. Fundador da Metapolítica, consultoria premiada em 2020 pela Washington Academy of Political Arts and Sciences e indicado em 2021 como Consultor Político Revelação pela mesma instituição. Sócio-proprietário da LAG – Lista de Autoridades Governamentais, detentora do maior banco de contatos governamentais do Brasil, com mais de 50 mil agentes públicos mapeados. Colunista do ICL Notícias, onde analisa governança e a relação entre Executivo e Legislativo.
Pré-venda habilitada até o dia 10/11/2026, lançamento do livro na Travessa Pinheiros (SP).
Produtos similares
| 1 x de R$99,90 sem juros | Total R$99,90 | |
| 2 x de R$58,26 | Total R$116,53 | |
| 3 x de R$39,04 | Total R$117,14 | |
| 4 x de R$29,69 | Total R$118,76 | |
| 5 x de R$23,93 | Total R$119,68 | |
| 6 x de R$20,03 | Total R$120,22 | |
| 7 x de R$17,24 | Total R$120,73 | |
| 8 x de R$15,13 | Total R$121,10 | |
| 9 x de R$13,49 | Total R$121,47 | |
| 10 x de R$12,21 | Total R$122,12 | |
| 11 x de R$11,16 | Total R$122,77 | |
| 12 x de R$10,27 | Total R$123,32 |
Entregas
Para todo o Brasil
Até 12 vezes sem juros
Com todos os cartões de crédito
Site seguro
Protegemos seus dados
Entregas
Para todo o Brasil
Até 12 vezes sem juros
Com todos os cartões de crédito
Site seguro
Protegemos seus dados

